Flamengo se atira ao mercado novamente e tenta se equilibrar dentro do orçamento

0
Flamengo se atira ao mercado novamente e tenta se equilibrar dentro do orçamento

As declarações do vice de relações externas Luiz Eduardo Baptista, o Bap, demonstram com clareza o apetite do Flamengo no mercado em 2019. Depois de um aporte de R$ 140 milhões para trazer quatro jogadores, três de ataque e um de defesa, o movimento agora consiste em reforçar ainda mais o setor defensivo, nas laterais e no miolo da zaga. Para isso, o clube tenta aliar mais uma vez o combo oportunidade de mercado a sua robustez financeira para investimentos estratégicos.

Será assim com o lateral direito Rafinha, em fim de contrato com o Bayern de Munique, e na mesma linha está a negociação com o lateral esquerdo Filipe Luis, próximo de deixar o Atlético de Madrid. Outros nomes são avaliados, entre zagueiros e volantes. No momento, porém, Rafinha é quem tem mais chances de concretizar a transferência, e as demais tratativas são consideradas difíceis.

– É inegável que no nosso planejamento queremos continuar reforçando o elenco. Com certeza, é um pouco prematuro dizer que (Rafinha e Filipe Luís) vão estar no Flamengo. Trabalhamos também em cima de outros nomes, muito duro para fazer o Flamengo cada vez mais forte. Oxalá, possamos trazer Rafinha, Filipe Luís e outros tantos – disse Bap após conhecer o adversário das oitavas de final da Libertadores, o Emelec.

A missão está com o vice de futebol Marcos Braz e o diretor Bruno Spindel, ambos ainda na Europa para as conversas sobre reforços para a janela de transferências do meio do ano. Na visão do clube, é preciso estar olho no olho com dirigentes e atletas para, caso não se consiga uma primeira opção, haja chance de negociar outras possibilidades.

Com previsão de R$ 100 milhões em contratações no orçamento para 2019, o Flamengo já ultrapassou este teto em valores absolutos. Mas o fluxo de caixa mensal ainda permite aquisição de altos salários. E pagamentos de luvas diluídas, como foi feito com Gabigol. No balanço trimestral, o clube apresentou superávit de R$ 43 milhões no primeiro trimestre. Com a balança favorável, muito ainda pela venda de Paquetá, a direção se vê confortável para se atirar ao mercado.

– Nossa gestão é dentro dos limites do orçamento e das oportunidades que surgem. Não há nada que impeça boas operações, deste que se mantendo o equilíbrio financeiro previsto no orçamento – afirmou o diretor de finanças, Marcio Garotti.

Desta forma, pode se esperar um Flamengo ainda mais encorpado e equilibrado em campo no segundo semestre. Promessa feita pelos dirigentes do Flamengo ao técnico Abel Braga, que fez pedidos no começo da temporada e só teve um de fato atendido: Bruno Henrique. Rodrigo Caio já vinha negociando desde o ano passado, e Arrascaeta foi um aporte considerado internamente uma contratação inquestionável, que demonstra a força do clube no mercado, embora não tenha sido listado por Abel, assim como Gabigol, repatriado da Inter de Milão.

EXTRA

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here